quinta-feira, 14 de novembro de 2013

PJ: 40 anos fazendo a diferença!

A Pastoral da Juventude no Brasil traz uma história de luta, desafios e vitórias!
Sua marca é sem dúvida a proposta  pedagógica de levar o jovem a perceber a sua semelhança com Jesus Cristo e fazer opção por ele e pelas suas causas. São 40 anos de caminhada, 40 anos em constante missão, 40 anos formando jovens lideranças, potencializando o protagonismo juvenil, 40 anos gerando e promovendo vida.

Carregar na bagagem a bandeira da PJ, o ofício divino da juventude e no peito o ardor missionário, o sonho, a fé  e muita esperança são elementos que fazem parte da vida de todo pjoteiro e pjoteira, de norte a sul, no campo e na cidade e de forma especial nas periferias e pequenas comunidades desse imenso país.

Pois ser jovem e ser da PJ, não é ser melhor, nem pior que ninguém... é ser diferente!
É acreditar em outro mundo possível, é colocar a mão na massa para fazer acontecer esse novo mundo... É ver e fazer, novo céu e nova terra onde reina a igualdade, o amor e paz.

Pois a PJ nos inspira e nos anima, a perseverar e a lutar, pois o nosso exemplo é Jesus Cristo aquele jovem que foi capaz de revolucionar o mundo e amou sem medida e sem distinção, com atenção especial aos mais empobrecidos e marginalizados!

Sou PJoteira e  acredito na força e na ousadia da Juventude!


“Se a juventude viesse a faltar, o rosto de Deus iria mudar”.

sábado, 9 de novembro de 2013

Poder Público, Sociedade Civil e Conselho Municipal da Juventude: Ouro Preto em pauta.


Assunto Sério, Muito Sério! Acredito que seja de conhecimento de tod@s que em 14 de setembro deste ano, ocorreu nesta cidade a III Conferência Municipal da Juventude, tendo com um dos principais objetivos a constituição do Conselho Municipal da Juventude. A sociedade civil, através das suas diversas organizações juvenis atuantes na sede e nos distritos do município se fizeram presente no evento. Dialogaram sobre os sonhos e os desafios da juventude no município, visto a realidade de morte que acompanhamos diariamente no nosso ir e vir pelas ruas de nossa Ouro Preto - é possível identificar com facilidade o extermínio da juventude. A realidade de extermínio juvenil muito se relaciona a ausência de políticas públicas que atendam as necessidades das Juventudes. O nosso município é altamente carente nesse aspecto, entendo que falta pensar as políticas públicas para juventude COM a juventude. Não adianta propor políticas para aquilo que não se conhece, não serão eficientes. #Fato Quanto a esse pensar de forma coletiva, não podemos falar que a Juventude não se interessa (como por vezes ouço por aí), pois se esta fosse a realidade a sociedade civil não teria feito a sua parte de garantir a composição do "tão sonhado e possível Conselho", os jovens eleitos democraticamente nesta conferência estão aguardando o poder público indicar seus representantes, os jovens reconhecem a importância deste instrumento e quer muito trabalhar pela vida da Juventude. Pois, A JUVENTUDE QUER VIVER! Aguardamos essas indicações do poder público, que já deveriam ter sido feitas a muito tempo. Qual é a dificuldade? Não há nomes no governo que possam colaborar neste espaço de construção? O governo deseja se manter como espectador do extermínio da juventude? Sinto muito, mas essa atitude (de omissão) é de quem "deseja" promover esta violência! Prova disso foi a pequena participação do poder público na conferência. Enfim... Aguardamos um posicionamento do governo sobre este assunto o mais rápido possível. (espero que sejam coerentes com a missão que optaram em executar no município). Ressalto que a Secretaria de Esporte a qual o Conselho está vinculado através da lei, colaborou na construção da conferencia exercendo seu papel, mas que não se esgota na realização do evento, pois a missão começa quando a conferência termina! Saudações de esperança.

domingo, 3 de novembro de 2013

MATERIALISMO

Antes que o escultor talhe o tronco de madeira
A peça está toda pronta na sua mente de artista
Que já contempla feliz o que ainda será.

Antes mesmo que o engenheiro desenhe a casa de seus sonhos
Risonho visita em si a moradia acabada
Que ainda vai ser revelada num pedaço de papel.

Bem antes que o pintor deslize o pincel sobre a tela
O quadro está terminado na fértil imaginação.
Dependurado no quarto de uma vida em construção.

Muito antes que o poeta dê forma a seu poema
Insuflando vida plena no tecido da palavra
A poesia inteira já lhe inunda a alma.

Antes que o Jequitibá fosse árvore frondosa
Ficaria todo guardado numa pequena semente
Que ousara fazer-se terra no seio da liberdade.

Antes que a revolução subverta a sociedade
Plantara a raiz no coração dessa gente
Na chama do fogo ardente da consciência engajada.

Mas antes do antes do antes do antes da explosão consciente
Os pés metidos no chão se encheram de memória
Nessa longa trajetória da matéria em construção.


Fonte: FERNANDES, Antônio Claret. Suspeitas. Belo Horizonte: Código Editora, 2012. p.46-47.

domingo, 27 de outubro de 2013

Há de se cuidar da amizade e do amor

A amizade e o amor constituem as relações maiores e mais realizadores que o ser humano, homem e mulher, pode experimentar e desfrutar. Mesmo o místico mais ardente só consegue uma fusão com a divindade através do caminho do amor. No dizer de São João da Cruz, trata-se da experiência da “a amada(a alma) no Amado transformada”. Há vasta literatura sobre estas duas experiências de base. Aqui restringimo-nos ao mínimo. A amizade é aquela relação que nasce de uma ignota afinidade, de uma simpatia de todo inexplicável, de uma proximidade afetuosa para com a outra pessoa. Entre os amigos e amigas se cria uma como que comunidade de destino. A amizade vive do desinteresse, da confiança e da lealdade. A amizade possui raízes tão profundas que, mesmo passados muitos anos, ao reencontrarem-se os amigos e amigas, os tempos se anulam e se reatam os laços e até se recordam da última conversa havida há muito tempo. Cuidar da amizade é preocupar-se com a vida, as penas e as alegrias do amigo e da amiga. É oferecer-lhe um ombro quando a vulnerabilidade o visita e o desconsolo lhe oculta as estrelas-guias. É no sofrimento e no fracasso existencial, profissional ou amoroso que se comprovam os verdadeiros amigos e amigas. Eles são como uma torre fortíssima que defende o frágil castelo de nossas vidas peregrinas. A relação mais profunda é a experiência do amor. Ela traz as mais felizes realizações ou as mais dolorosas frustrações. Nada é mais misterioso do que o amor. Ele vive do encontro entre duas pessoas que um dia cruzarem seus caminhos, se descobriram no olhar e na presença e viram nascer um sentimento de enamoramento, de atração, de vontade de estar junto até resolverem fundir as vidas, unir os destinos, compartir as fragilidades e as benquerenças da vida. Nada é comparável à felicidade de amar e de ser amado. E nada há de mais desalodor, nas palavras do poeta Ferreira Gullar, do que não poder dar amor a quem se ama. Todos esses valores, por serem os mais preciosos, são também os mais frágeis porque mais expostos às contradições da humana existência. Cada qual é portador de luz e de sombras, de histórias familiares e pessoais diferentes, cujas raízes alcançam arquétipos ancestrais, marcados por experiêncis bem sucedidas ou trágicas que deixaram marcas na memória genética de cada um. O amor é uma arte combinatória de todos estes fatores, feita com sutileza que demanda capacidade de compreensão, de renúncia, de paciência e de perdão e, ao mesmo tempo, comporta o desfrute comum do encontro amoroso, da intimidade sexual, da entrega confiante de um ao outro. A experiência do amor serviu de base para entendermos a natureza de Deus: Ele é amor essencial e incondicional. Mas o amor sozinho não basta. Por isso São Paulo em seu famoso hino ao amor, elenca os acólitos do amor sem os quais ele não consegue subsistir e irradiar. O amor tem que ser paciente, benigno, não ser ciumento, nem gabar-se, nem ensoberbecer-se, não procurar seus interesses, não se ressentir do mal…o amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera e tudo suporta…o amor nunca se acaba(1Cor 13, 4-7). Cuidar destes acompanhates do amor é fornecer o húmus necessário para que o amor seja sempre vivo e não morra pela indiferença. O que se opõe ao amor não é o ódio mas a indiferença. Quanto mais alguém é capaz de uma entrega total, maior e mais forte é o amor. Tal entrega supõe extrema coragem, uma experiência de morte pois não retém nada para si e mergulha totalmente no outro. O homem possui especial dificuldade para esta atitude extrema, talvez pela herança de machismo, patriarcalismo e racionalismo de séculos que carrega dentro de si e que lhe limita a capacidade desta confiança extrema. A mulher é mais radical: vai até o extremo da entrega no amor, sem resto e sem retenção. Por isso seu amor é mais pleno e realizador e, quando se frustra, a vida revela contornos de tragédia e de um vazio abissal. O segredo maior para cuidar do amor reside no singelo cuidado da ternura. A ternura vive de gentileza, de pequenos gestos que revelam o carinho, de sacramentos tangíveis, como recolher uma concha na praia e levá-la à pessoa amada e dizer-lhe que, naquele momento, pensou carinhosamente nela. Tais “banalidades” tem um peso maior que a mais preciosa jóia. Assim como uma estrela não brilha sem uma atmosfera ao seu redor, da mesma forma, o amor não vive sem um aura de enternecimento, de afeto e de cuidado. Amor e cuidado formam um casal inseparável. Se houver um divórcio entre eles, ou um ou outro morre de solidão. O amor e o cuidado constituem uma arte. Tudo o que cuidamos também amamos. E tudo o que amamos também cuidamos. Tudo o que vive tem que ser alimentado e sustentado. O mesmo vale para o amor e para o cuidado. O amor e o cuidado se alimentam da afetuosa preocupação de um para com o outro. A dor e a alegria de um é a alegria e a dor do outro. Para fortalecer a fragilidade natural do amor precisamos de Alguém maior, suave e amoroso, a quem sempre podemos invocar. Daí a importância dos que se amam, de reservarem algum tempo de abertura e de comunhão com esse Maior, cuja natureza é de amor, aquele amor, que segundo Dante Alignieri da Divina Comédia “move o céu e as outras estrelas” e nós acrescentamos: que comove os nossos corações. Fonte: Leonardo Boff é autor de O Cuidado necessário, Vozes 2012.

domingo, 15 de setembro de 2013

ESCOLA

Escola é...
O lugar onde se faz amigos. Não se trata só de prédios, salas, quadros, programas, horários, conceitos. Escola é, sobretudo, gente. Gente que trabalha, que estuda, que alegra, se conhece, se estima. O diretor é gente, o coordenador é gente, o professor é gente, o aluno é gente, cada funcionário é gente. E a escola será cada vez melhor na medida em que cada um se comporte como colega, amigo, irmão. Nada de ilha cercada de gente por todos os lados. Nada de conviver com as pessoas e descobrir que não tem amizade a ninguém. Nada de ser como tijolo que forma parede, indiferente, frio, só... Importante na Escola não é só estudar, não é só trabalhar. É também criar laços de amizade. É criar ambiente de camaradagem. É conviver, é ser “amarrado nela”. Ora é lógico.... Numa escola assim vai ser fácil estudar, trabalhar, crescer, fazer amigos, educar-se, SER FELIZ! Texto: Paulo Freire

domingo, 8 de setembro de 2013

Manifestações Populares (Grito dos Excluídos - Reflexão 2)

“Um jovem que não protesta não me agrada. Porque o jovem tem a ilusão da utopia, e a utopia não é sempre negativa. A utopia é respirar e olhar adiante." (Papa Francisco) As manifestações populares que vem acontecendo em vários cantos deste país, apresenta uma realidade muito positiva, e uma presença marcante da juventude! Sinal vivo da ousadia, dinamismo e esperança inerente à juventude. Muitos não acreditam no jargão que marcou essas manifestações “O GIGANTE ACORDOU”, visto que muitas pessoas, grupos, movimentos e pastorais sociais nunca adormeceram, pois sentiam e sentem na pele diariamente as dificuldades com o transporte coletivo, “que não é público”; enfrentam as filas gigantescas em busca de tratamento médico e medicamentos; sentem o processo educacional desigual entre o público e o privado, sobretudo na educação básica, “por vezes as escolas públicas seguem uma proposta pedagógica alienadora”; onde se torna evidente o desrespeito com os profissionais da educação tanto no aspecto financeiro quanto no de recursos didáticos. Ressalta-se que o cenário real das escolas estaduais em Minas Gerais nada tem a ver com o cenário apresentado nos comerciais televisivos. Crianças e jovens estão reféns de um processo de emburrecimento imposto pelo governo. A realidade na área da educação em Minas está mais para exploração dos prestadores de serviços e enganação para os estudantes e suas famílias. A resposta para o atual cenário é obvia: “Quanto mais alienado o indíviduo, mais fácil de manipular”... Pensa-se que o Estado propõe formar um bando de massa de manobra, pois a formação cidadã no atual e predominante modelo educacional, é praticamente impossível. Ainda assim, encontra-se muitos educadores ou melhor educadores e educadoras gingantes, que acreditam na educação emancipadora e libertadora. Muitos destes carregam em suas veias a cultura da militância. Estes que lutam contra o sistema, matam um leão por dia, dando o melhor de si, buscando fazer a diferença naquele espaço. Portanto a luta pelo respeito aos profissionais da educação precisa manter-se viva, ou a sociedade continuará fadada ao caos. Essa realidade precisa mudar urgentemente! As manifestações demonstram também o poder de mobilização e a influência das redes sociais na vida das pessoas. Ressalta-se que este é um instrumento positivo e importante neste tempo. Visto a liberdade que cada um tem de expor suas idéias e opiniões, bem como a rapidez e eficiência na difusão da informação Destaca-se: “o que interessa a todos, deve ser discutido e decidido por todos”. Numa perspectiva de atingir o ideal democrático no Brasil, de ir além da democracia delegativa ou representativa e chegar à democracia participativa, que começa na base, que envolve o maior número possível de pessoas, o tipo de democracia que se mantém presente no ideário dos movimentos sociais, das comunidades de base, das pastorais sociais e das juventudes. “A nossa Luta é no campo e na cidade, para construir uma nova sociedade”.

Grito dos Excluídos 2013 (Reflexão I)

O grito dos excluídos é uma manifestação popular carregada de simbolismo, é um espaço de animação e profecia, sempre aberto e plural. Onde se faz presente, grupos, entidades, igrejas, movimentos e pastorais sociais, cidadãos e cidadãs comprometidos e comprometidas com as causas dos excluídos, marginalizados e mais empobrecidos, defendendo aqueles e aquelas que o atual sistema coloca a margem, discriminando-os de maneira cruel e sem limite. Denunciar o modelo político e econômico vigente no Brasil, que minimiza direitos e maximiza a exploração, que garante o acumulo de riquezas em poucas mãos e condena milhares de famílias à exclusão social, podendo ser considerado um fator que gera morte. Este é o modelo de sociedade que querem? É o modelo capitalista que responde adequadamente a necessidade dos povos brasileiros de norte a sul? Este é o sistema que se temo! Este é o sistema que precisa ser causa de indignação! Mesmo que milhares de famílias tenham saído da linha da miséria nos últimos anos, é notável que o atual sistema capitalista não é capaz de responder de forma digna as necessidades humanas da população brasileira. Esta proposta, que já se apresente com uma cultura de consumo desenfreado coloca a vida das gerações futuras e a vida do planeta em risco diariamente. Pode-se afirmar que outro modelo econômico é possível e necessário, ou a raça humana estará fadada a morte precoce. Na qualidade de sujeitos, de cristãos e cristãs, de sociedade civil organizada, é chegada a hora de tornar público a indignação frente essa realidade, que fere e mancha de sangue o projeto que defende a vida. Por acreditar numa Igreja humana e libertadora, numa igreja que tem lado, que defende o homem e a mulher, a criança, o jovem e o idoso, o branco, o negro e o índio, numa igreja mãe, missionária e dos pobres, é que se deseja edificar o Reino de Deus, reino de vida, paz e esperança, um Reino de amor! Enfim... estar em luta na rua, nas praças em multidão por todos os cantos do Brasil, com a bandeira da vida em punho e o coração clamando e booca gritando “que o desejo é a vida e os direitos do povo”, é um forma de contribuir de forma efetiva na construção da sociedade do Bem Viver. Onde todos tenham vida e vida em abundância. “Pra mim é fundamental a proximidade da Igreja. Porque a Igreja é mãe, e nem você nem eu conhecemos uma mãe por correspondência. A mãe dá carinho, toca, beija, ama. Quando a Igreja, ocupada com mil coisas, se descuida dessa proximidade, se descuida disso e só se comunica com documentos, é como uma mãe que se comunica com seu filho por carta.” (Papa Francisco)