segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

A Juventude e os Incríveis anos 60



Parece incrível, mas os anos 60 exercem fascínio até sobre as gerações de hoje. Não é raro assistirmos a um show de música em que artistas usam modelitos  hippies  e “ressuscitam” canções ou sons daquela época. Ou, ao folhearmos uma revista de moda atual, encontrarmos vestidos tubinhos, calça de  boca  larga,  túnicas  indianas,  maiôs  de  crochê,  mochilas  e  sapatos inspirados nas cores valorizadas pelas tendências da moda daqueles anos. Isso tudo talvez se explique pelo fato de os anos 60 serem identificados como  a  década  da  rebeldia,  da  revolução  sexual  e  de  costumes  e, principalmente,  da  participação  dos  jovens  na  política  e  em  todas  as mudanças.

OS ANOS 60 E A JUVENTUDE BRASILEIRA

No início da década de 60, a modernização do Brasil e o desenvolvimento das telecomunicações  tinham  causado  o  crescimento  das  cidades  e desenvolvimento de uma cultura urbana, sintonizada com os acontecimentos políticos, sociais e culturais de outros países.

O  rock’n’roll e a música  pop internacional conquistaram amplas parcelas da nossa juventude desde o final dos 50, influenciando posteriormente cantores e compositores da jovem guarda e do tropicalismo. Junto com a música dos Beatles e dos Rolling Stones chegavam ao País novos costumes e uma nova moda:  cabelos  compridos  e  calças  justas  para  homens,  minissaias  para mulheres,  o  uso  de  drogas  alucinógenas  e  o  questionamento  de  valores tradicionais, como a virgindade e o casamento. A segunda metade da década de 60 foi a época do lema “Paz e Amor”, bandeira do movimento hippie.

Nos filmes do cinema novo e nas peças do Teatro de Arena e do Teatro Oficina,  jovens  artistas  brasileiros  procuravam  uma  nova  estética  que as transformações que o País vinha sofrendo, ao mesmo tempo que a televisão se tornava uma presença cada vez mais influente nos lares
brasileiros.

Foi também uma década de ativa participação política da juventude. 

Em 1967, o guerrilheiro Ernesto “Che” Guevara foi morto na Bolívia ao tentar implantaruma guerra de guerrilhas semelhante à que tinha sido vitoriosa em Cuba em 1959. Depois de morto, Guevara tornou-se um ídolo para os jovens brasileiros que lutavam contra o regime militar. Em 1968, os movimentos de protesto
realizados  por  jovens  (principalmente  estudantes)  explodiram  em  todo  o mundo. Nos Estados Unidos,  protestava-se contra a guerra do Vietña. Na França os estudantes ocupavam  as universidades e tentavam  aliar-se aos trabalhadores para derrubar o governo. No Brasil, passeatas contestavam o poder dos militares.

A década se encerrou, no Brasil e no  mundo, com um sabor de derrota para juventude: as rebeliões foram sufocadas, a guerra do Vietña continuou por mais alguns anos. Os governos conservadores ficaram mais fortes. Será que “o sonho acabou”, como declarou o ex-beatle John Lennon em 1970, depois da dissolução do conjunto?

Fonte: http://www.toojoaocferreira.seed.pr.gov.br/redeescola/escolas/27/2790/56/arquivos/File/aanos_60.pdf

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