quarta-feira, 13 de março de 2013

Eis me aqui! Escuta-me!





A Campanha da Fraternidade 2013 se propõe a refletir a realidade juvenil.  Convocando- nos a aproximar e apaixonar pelo Cristo presente nos jovens. Este tempo de quaresma, conversão e reflexão tornam-se propício para revermos nossas atitudes, quanto pessoa e igreja para com a juventude.
Lembremo-nos que ser cristão implica em trilhar o caminho proposto por Jesus, o qual compreende ouvir a juventude e participar do seu universo.
É evidente que Cristo sofre as dores da juventude e se indigna com posturas que admite que vidas sejam ceifadas através da violência.
Ao abordar questões relacionadas à violência, é importante enfatizar que esta se edifica de diversas formas, como por exemplo, no acesso a educação e a inclusão digital, que se dão por meio da situação econômica. A juventude pobre, moradora das periferias tem acesso a uma educação deficiente e são excluídos do mundo que dialoga por meio da internet o que gera no jovem o medo de “sobrar”.  O acesso a espaços de manifestação culturais também estão distante da realidade de grande parte da juventude. Essa realidade deixa o jovem vulnerável aos diversos tipos de drogas que estão amplamente acessíveis.
Penso que estes, sejam alicerces para o desenvolvimento da violência, associado ao sistema econômico capitalista que padroniza o individuo, mercantiliza as relações e induz ao consumismo, situação que traz sofrimento e dor aos jovens.
A juventude sofre por ser considerada produto social, não ter voz nem vez. Sofre por identificar que muitos desejam roubar o seu direito de ser gente, de participar, de questionar, de ser ouvido. Sofre por ser rejeitada  por não se enquadrar no perfil “ideal” de juventude, por ser pobre, negro, morar na periferia, usar boné, curtir funk ou hip hop. Sofre por ser tratada como número nos índices de homicídios e ser maioria no sistema deficiente prisional. Sofre por ser tão discriminada.
A juventude ama, luta, sonha e quer viver, ela clama por atenção e por políticas publicas que sejam realmente para todas as tribos juvenis.
E você, o que tem feito para transformar essa realidade de dor?

Texto: Bruna Monalisa

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